Desde criança, minha mãe dizia que não devemos conversar com estranhos na rua. Conselho sábio, principalmente se o mesmo fosse colocado em prática pot TODAS as pessoas.
Certo dia, caminho em direção ao ponto de ônibus e me sento para esperar a arca de Noé que me levaria para casa. No ponto, apenas um rapaz aparentemente inofensivo. Porém, as aparências geralmente enganam. E como!
Quando me sento, já ouço um estranho som invadindo os meus ouvidos. Tratava-se de um ser humano dirigindo a palavra a mim:
- O ônibus está demorando.
Incrível. Estava ali há 22 segundos e já me sentia o personagem de "Esperando Godot".
Para poupar os meus invisíveis leitores, reservo-lhes apenas a pérola maior do diálogo que durou intermináveis 11 minutos:
- Eu tenho um plano para a minha vida
- É? Qual é o plano para a sua vida?
- Passar num concurso público, declarar insanidade mental e viver de pensão o resto da minha vida.
Depois dessa, restou-me a constatação de que o mundo está bem pior do que eu imaginava.
Mas voltando ao assunto, por que as mães não obrigam os seus filhos a não dirigirem a palavra a estranhos?
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário