Então passei uma semana em Salvador. Fazia tempo que não ia lá. No tempo em que lá estive, pude fazer algumas constatações:
- Devem existir aproximadamente 500 mil menores abandonados nas ruas em todo o país. 72,8% se encontram em Salvador;
- Em sete dias, comi apenas seis acarajés completos, sem pimenta. Já fui melhor nisso...;
- No mesmo período, dezenove pessoas me pediram esmolas. Quase nada muda nesse mundão;
- "Bom dia", "por favor", "com licença", "obrigado" e "desculpe-me". 93,6% dos baianos ainda não conhecem tais expressões e 2,7% têm uma leve impressão do que elas significam;
- Me ofereceram fitinhas de Nosso Senhor do Bonfim na entrada do Mercado Modelo. Isso siginifica que voltei a ter cara de turista;
- Salvador é apenas um retrato na parede...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Mais tarde na Prática de Ensino...
...alguém diz:
"Mais vale um anão brincalhão do que um gigante adormecido!".
Fecha o pano.
"Mais vale um anão brincalhão do que um gigante adormecido!".
Fecha o pano.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Movimento Pró-Sarney
Há tempos tenho vontade de escrever sobre isso. Como quase ninguém lê este famigerado blogue, creio que posso fazê-lo sem provocar a ira de muitos leitores. Espero apenas que o meu leitor de Goiânia não deixe de fazer as suas visitas diante do que será aqui exposto. Caro amigo, não leve a coisa para o lado pessoal.
Neste país, tudo está maravilhosamente bem. Afinal de contas, o que reclamar de um lugar onde se exibe novelas estúpidas de 17 às 22 horas, os botequins estão sempre repletos de cidadãos ocupados em consumir copos e mais copos de cerveja, os seus habitantes não se incomodam em ligar o som de seus carros no volume máximo próximos a áreas residenciais e o melhor futebol do mundo rola direto na Rede Globo de Televisão, o ícone maior da nossa vasta cultura? Enfim, nada se pode reclamar da nossa gloriosa pátria, bem como os seus filhos, não é mesmo?
Pois bem, nesse irretocável país, os seus cidadãos compromissados com o seu desenvolvimento e dignidade, furam filas de banco inadvertidamente, operam milagres para sonegarem impostos e chegam a pagar alguém para retirar as suas multas de trânsito e consequentemente não perder pontos na sua carteira de habilitação.
Os filhos da pátria mãe gentil também são especialistas em negociarem produtos piratas, compram ingressos de cambistas e falsificam documentos que lhes possibilitam pagar menos pela entrada em shows e cinemas.
Os filhos que jamais fogem à luta, pasmem, são capazes de burlar a lei para não pagarem pensões alimentícias aos seus filhos, estacionam conscientemente os seus carros em locais proibidos e apoiam candidatos em eleições única e exclusivamente em troca de benefícios próprios.
Diante dessas demonstrações claras do famoso "jeitinho brasileiro", vem a pergunta que não quer calar: por que tanta perseguição ao senador José Sarney?
O nosso personagem maranhense nada mais é do que um autêntico representante do povo brasileiro. Ele faz apenas aquilo que a imensa maioria das pessoas que, de quatro em quatro anos, paralisam o país para assistir um bando de marmanjos milionários e mimados correrem atrás de uma bola, costumam fazer.
Façam o teste. Escolham dez pessoas conhecidas e percebam quantos não teriam o mesmo procedimento que Sarney se por acaso estivessem no lugar dele. Dou dois de vantagem e ainda aposto que ganho a peleja!
Não gosto de José Sarney, bem como não gosto de praticamente nenhum político. Mas daí achar que ele é o principal responsável pela imoralidade que varre esse pobre e falido país, para mim chega a ser uma mistura de hipocrisia, ingenuidade e insensatez.
Antes de culpar o Sarney pela má fase do seu time de futebol, o cidadão brasileiro deveria fazer uma reflexão sobre os seus próprios atos.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Cenas do cotidiano
- Misantropo, eu estudo inglês desde quando eu era bem criancinha.
- É, legal...
- O pior é que até hoje eu não sei absolutamente nada!
Ainda bem.
- É, legal...
- O pior é que até hoje eu não sei absolutamente nada!
Ainda bem.
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