O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, por oito votos a um, que é inconstitucional a obrigatoriedade do diploma de nível superior específico para o exercício da profissão de jornalista. O voto de Gilmar Mendes, relator e presidente do Supremo, foi de que é dispensável o diploma para garantir o exercício pleno das liberdades de expressão e de informação. O voto de Mendes foi seguido pelos demais ministros presentes, menos por Marco Aurélio Mello.
O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) Sérgio Murillo, considerou a decisão como um prejuízo histórico para a categoria. Segundo ele, aparentemente não haverá nenhum critério para que as pessoas possam obter o registro para exercício da função. Murillo disse que Gilmar Mendes desrespeitou os jornalistas brasileiros, ao dizer que esta atividade tem a mesma dimensão da culinária e do corte e costura.
Perguntas que este famigerado blogue precisa fazer:
- Havia algum critério para as pessoas obterem registro de jornalista? Se havia, quem estabelecia tais critérios?
- Há alguma novidade no fato do Sr. Gilmar Mendes desrespeitar alguém?
- Cozinheiras e costureiras, pelo menos na sua imensa maioria, são éticas enquanto exercem as suas profissões. E os jornalistas?
- Qual será a próxima profissão a ser vista como uma mera ocupação?
- Por que a educação nesse país sempre é vista como algo supérfluo?
Como dizia o personagem de um programa humorístico antigo, "Não precisa explicar. Eu só queria entender".
quinta-feira, 18 de junho de 2009
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