terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Santa Pirataria

Aquele dia tinha tudo para ser bem especial. Pensando bem, creio que se acaso existe algo que não nasceu para ser especial, são os dias onde você os enfrenta sempre com a certeza inquebrantável de que nós, reles seres humanos, estamos sempre preparados para, no máximo, empatarmos o jogo. Somos perdedores natos e, com muita sorte, perdemos de pouco.
Mas voltando ao tal dia, era um onde, entre outras coisas, eu deveria discursar. Apesar de tudo, me escolheram para ser o Paraninfo de uma turma que se formava. Volta e meia isso me acontece, pessoas equivocadas me escolhendo para algo que eu não mereço.
Pois bem, aprontei-me dentro de um terno novo em folha, preparei o discurso e lá fui eu pronto para domar os leões com palavras que talvez agradassem à plebe. Até que certas cenas me divertem bastante!
Fim de formatura. Discurso feito em cinco minutos e quarenta e dois segundos, falsos aplausos recebidos, fotos com sorrisos idiotas na cara e declarações de afeto feitas a pessoas que eu sabia perfeitamente que jamais as veria novamente. Tudo aquilo provocava o incômodo de sempre em mim: eu simplesmente considero insuportável estar num lugar onde tenha que dividir espaço, tempo, ar e momentos com outros seres. Precisava sair urgentemente daquele local quando fui convidado para ir a uma festa. Tratava-se de uma daquelas festas de fim de ano, tão emocionantes quanto um livro do Paulo Coelho, onde impera a lei imortal que oferece amparo legal ao cinismo, à falsidade e à hipocrisia. E depois não sabem o motivo pelo qual não gosto de festas.

continua na próxima postagem...

A Foto da Semana


A moda que não sai de moda

Tostão, o célebre camisa 9 da seleção do Tri, disse certa vez que o que é belo não sai de moda.
Bem, partindo do princípio de que o craque esteja certo, surge uma pergunta que não quer calar: quando é então que o famigerado sutiã com alças de silicone sairá de moda?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Cenas do Cotidiano

Manhã de segunda-feira. Eu estava fazendo algumas coisas não muito importantes quando alguém me chama:

- Misantropo!
- ...
- Tudo bem?
- Depende do que você considera como "tudo bem"...
- Você é muito engraçado! (por que as pessoas sempre acham isso?)
- Sou...
- Por acaso você tem esse CD do Chico Buarque?

É curioso como algumas pessoas conseguem transformar um diálogo tão monótono quanto a cidade em que eu moro em algo incrivelmente interessante.

- Não, esse eu não tenho. Na verdade ele é apenas (heresia misantropa) uma coletânea e por isso...
- Então fique com ele para você. É do fundo do coração.

E terminava assim mais uma cena envolvendo um fiel tentando transmitir a palavra do Senhor.
Amém!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A arte de evitar pessoas

Como é bom passar por alguém que você simplesmente detesta e fingir que não o viu.
Chegamos a um ponto em nossas vidas que ser seletivo é tão importante quanto consumir uma garrafa de vinho francês!

A pergunta que jamais quer calar

Quando o Pedro Bial estabelece comentários sobre retardados mentais para outros não menos retardados que ficam diante do aparelho de televisão, ele REALMENTE acredita no que está falando?
Globo e você. A gente se vê por aqui.

Eu voltei pras coisas que eu deixei...

Finalmente alguém apareceu por aqui. O blogue menos frequentado do hemisfério sul vai retornando aos poucos após merecidíssimas férias.
 
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