Aquele dia tinha tudo para ser bem especial. Pensando bem, creio que se acaso existe algo que não nasceu para ser especial, são os dias onde você os enfrenta sempre com a certeza inquebrantável de que nós, reles seres humanos, estamos sempre preparados para, no máximo, empatarmos o jogo. Somos perdedores natos e, com muita sorte, perdemos de pouco.
Mas voltando ao tal dia, era um onde, entre outras coisas, eu deveria discursar. Apesar de tudo, me escolheram para ser o Paraninfo de uma turma que se formava. Volta e meia isso me acontece, pessoas equivocadas me escolhendo para algo que eu não mereço.
Pois bem, aprontei-me dentro de um terno novo em folha, preparei o discurso e lá fui eu pronto para domar os leões com palavras que talvez agradassem à plebe. Até que certas cenas me divertem bastante!
Fim de formatura. Discurso feito em cinco minutos e quarenta e dois segundos, falsos aplausos recebidos, fotos com sorrisos idiotas na cara e declarações de afeto feitas a pessoas que eu sabia perfeitamente que jamais as veria novamente. Tudo aquilo provocava o incômodo de sempre em mim: eu simplesmente considero insuportável estar num lugar onde tenha que dividir espaço, tempo, ar e momentos com outros seres. Precisava sair urgentemente daquele local quando fui convidado para ir a uma festa. Tratava-se de uma daquelas festas de fim de ano, tão emocionantes quanto um livro do Paulo Coelho, onde impera a lei imortal que oferece amparo legal ao cinismo, à falsidade e à hipocrisia. E depois não sabem o motivo pelo qual não gosto de festas.
Mas voltando ao tal dia, era um onde, entre outras coisas, eu deveria discursar. Apesar de tudo, me escolheram para ser o Paraninfo de uma turma que se formava. Volta e meia isso me acontece, pessoas equivocadas me escolhendo para algo que eu não mereço.
Pois bem, aprontei-me dentro de um terno novo em folha, preparei o discurso e lá fui eu pronto para domar os leões com palavras que talvez agradassem à plebe. Até que certas cenas me divertem bastante!
Fim de formatura. Discurso feito em cinco minutos e quarenta e dois segundos, falsos aplausos recebidos, fotos com sorrisos idiotas na cara e declarações de afeto feitas a pessoas que eu sabia perfeitamente que jamais as veria novamente. Tudo aquilo provocava o incômodo de sempre em mim: eu simplesmente considero insuportável estar num lugar onde tenha que dividir espaço, tempo, ar e momentos com outros seres. Precisava sair urgentemente daquele local quando fui convidado para ir a uma festa. Tratava-se de uma daquelas festas de fim de ano, tão emocionantes quanto um livro do Paulo Coelho, onde impera a lei imortal que oferece amparo legal ao cinismo, à falsidade e à hipocrisia. E depois não sabem o motivo pelo qual não gosto de festas.
continua na próxima postagem...